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Saudações tradicionalista!

O objetivo do nosso blogspot é expandir e dar informações sobre o tradicionalismo para todos aqueles que são jovens de coração e apaixonados pela nossa cultura. Por tanto, gostaríamos que tu, tradicionalista como nós, compartilhasse sua experiência conosco, mandando assuntos diversos sobre nossa cultura para o e-mail do departamento, que segue logo abaixo, e assim compartilhar pelo rio grande à fora. Grande abraço!

departamentojovem25rt@gmail.com

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Dia Nacional do Folclore

22 de agosto é dia de relembrar e valorizar as histórias e personagens do folclore brasileiro. Nesta data as escolas e centros culturais fazem pesquisas, apresentam trabalhos, onde o objetivo é preservar a cultura e passar a diante os conhecimentos do folclore. Dentro destas atividades estão envolvidas histórias, como por exemplo, o Saci-Pererê, A Mula Sem Cabeça, as danças como, Samba de Roda, Frevo, Quadrilha e entre outras praticas. No Rio Grande do Sul, o folclore se dá através dos Festejos Farroupilhas para relembrar a revolução, lidas campeiras passadas de geração para geração, lendas, causos, trovas, versos, poesia, danças, músicas, entre todas as outras coisas que aprendemos dentro dos CTGs e com nossos pais e avós. O Departamento Jovem da 25ª RT gostaria de agradecer muito a todos que de alguma forma ou outra, contribuíram ou contribuem para o engrandecimento de nossa cultura, agradecer principalmente ao Sr. João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes, ao Sr. Luiz Carlos Barbosa Lessa e o Sr. Glauco Saraiva, por terem feito as pesquisas e resgatado nossas tradições criando o 35 CTG e o Conjunto Folclórico Tropeiros da Tradição, pois sem elas e os projetos feitos sabemos que não teríamos mantido vivas as características originais do gaúcho. Muito obrigado fazer de um pedaço de cabo de vassoura e um pano embebecido com querosene a Chama Crioula que é mantida até os atuais dias. E mais, concordamos com todas essas palavras que o Sr. Paixão Côrtes falou:
“O povo é livre e deve expressar o sentimento que vem da alma e do coração. O regionalismo só vai ser grande quando for universal, quando as pessoas se apropriarem das heranças, é o somatório que vai engrandecer. Quando se colocam regras, deixam-se passar as importâncias e não as coisas fúteis”.
Entrevista a RBS TV em 19/09/2013

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

“A MAIOR LANÇA FARRAPA”

"Eu vi corpos de tropas mais numerosas, batalhas mais disputadas, mas nunca vi, em nenhuma parte, homens mais valentes, nem cavalheiros mais brilhantes que os da bela Cavalaria Rio –Grandense, em cujas fileiras aprendi a desprezar o perigo e combater dignamente pela causa sagrada das nações.

Bento Gonçalves da Silva

Houve na Revolução Farroupilha, um bravo lanceiro, chamado de Joaquim Teixeira Nunes, mais conhecido por Coronel Teixeira Nunes ou “Gavião”. Nascido em Camaquã, 1802, comandou seu célebre corpo de Lanceiros Negros e brilhou em diversas batalhas, sendo então classificado por Assis Brasil como “O maior herói da Revolução” e pelo General Tasso Fragoso como “A maior lança farrapa”.
Prestou serviços militares na Guerra da Cisplatina, 1825-1828, como alferes de um regime da Cavalaria das Missões. Na batalha de Passo do Rosário em 27 de fevereiro de 1827, onde foi contra a incursão profunda inimiga que penetrou até rio Camaquã a partir do rio Jaguarão. Na Revolução Farroupilha, sendo um dos mais destacados na história.
Participou ainda do combate de Rio Pardo, 1838, e da expedição a Laguna em 1839, enquanto Garibaldi, Rosseti e Anita Garibaldi retornavam da malograda expedição, como líder do primeiro Corpo de Lanceiros Negros, constituído por escravos libertos.
Teve o principal destaque em Santa Vitória (Bom Jesus), onde derrotou com a melhor estratégia a divisão paulista ou da serra enviadas para lutar na Revolução.
Em 28 de novembro de 1844, foi à última reação armada da República Rio Grandense, impossibilitado de se defender, após seu cavalo ser derrubado por boleadeiras, foi lanceado pelo alferes Manduca Rodrigues, que lutava pelos imperiais comandados por Francisco Pedro Buarque de Abreu, mais conhecido por Chico Pedro ou Moringue. Por fim, degolado por Eliseu de Freitas. Seus pertences pegos pelos Imperiais, como por exemplo, seu cavalo encilhado, foi vendido ao cabo Mariano e o relógio, com uma grossa corrente de ouro, ao Capitão Carneiro.



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

João Simões Lopes Neto

Um artista que marcou o RS

Deve-se reconhecer que é difícil resumir sobre alguém com tamanha importância na nossa cultura, pois por mais que tentes fazer o trabalho mais honesto e completo, buscando a real história, se sabe que sempre haverá discordância sob um olhar crítico estudioso.

Sabe-se que João Simões Lopes Neto, foi um escritor e empresário brasileiro, nascido em Pelotas no dia 9 de março de 1865, no Rio Grande do Sul, faleceu em 14 de junho de 1916, vítima do rompimento de uma úlcera duodenal, porém muitas pessoas, entre jovens e adultos, não sabem de sua real importância na cultura do gaúcho. Em suas produções literárias, Simões Neto valorizava a história do gaúcho e suas tradições.
O gaúcho artista era membro de família tradicional, sendo descendente do visconde da Graça, seu pai era o Capitão Catão Bonifácio Simões Lopes e sua mãe Teresa de Freitas Ramos, seus ancestrais eram portugueses. Aos 11 anos de idade, após a morte de sua mãe, foi mandado morar com um parente e terminar os estudos no Rio de Janeiro no Colégio Abílio. Em seu retorno para Pelotas, a qual prosperava com sua economia baseada em mais de cinquenta charqueadas, empreendeu diversos negócios, sendo eles uma fábrica de vidros, uma destilaria e fábrica de produtos de tabaco (marca “Diabo”, que gerou protestos religiosos). Implantou ainda uma empresa para torrar e moer café e até uma mineradora de prata em Santa Catarina. Neste meio tempo casou-se com aos 27 anos, com Francisca Meirelles Leite.
Com sua criatividade e preocupação em educar o povo, criou cartões postais, pois acreditava que os mesmos poderiam ajudar nesta tarefa. Denominou de “Coleção Brasiliana”, porque nos postais continham seus desenhos que retratavam a história da pátria. Porém, todo este trabalho não obteve muito sucesso (reeditados no ano de 2006 pelo Instituto João Simões Lopes Neto e pela Copesul, em comemoração ao centenário da primeira edição).
Foi respeitado e obteve sucesso após a publicação de “Cancioneiro Guasca” (1910), “Contos Gauchescos” (1912), “Lendas do Sul” (1913) e “Casos do Romualdo” (1914). Simões ainda escreveu uma prosa em forma de folhetim, chamada de “A Manndinga”, onde utilizava o pseudônimo de “Serafim Bemol” em parceria com Sátiro Clemente e D. Salustiano. Alguns destes trabalhos chegaram a ser representados por amadorismo em Pelotas, em 1916, porém um tempo depois caíram no esquecimento por 74 anos.  
As obras inéditas do escritor são: Terra Gaúcha, Peona e Dona, Jango Jorge, Prata do Taió e Palavras Viajantes. Porém destas obras, só foi encontrado Dona Velha, a que se refere à viúva de João Simões, e o segundo volume de Terra Gaúcha.
Hoje existe o Instituto João Simões Lopes Neto em Pelotas, onde são realizadas palestras; oficinas de poesia, narrativas, desenho animado; seminários de diversos assuntos relacionados a literaturas; entre outros projetos, para a conservação da história deste artista que marcou o RS.

                                                                                        Bruna da S. Domingues
                                                                                Departamento Jovem 25ª RT
                                                                                  bruninhadominguesqi@gmail.com 











Mensagem aos Pais pelo seu dia

Pai, sua definição no dicionário diz tudo, homem colocado no primeiro grau da linha ascendente de parentesco, o benfeitor, protetor, o cuidador ou até mesmo aquele que, sem prole legitimada, adotou filho de outrem. São tantas as palavras para descrevê-los, que chegam a faltar na medida em que vamos recordando de memórias, como nos dias em que penteou os cabelos das filhas, que contou causos aos filhos para educá-los, que ensinou a ver as coisas da maneira mais simples possível, nos dias em que torce junto vendo um GreNal, ou no dia em que fez até papel de mãe. Às vezes eles mesmos não se lembram da sua importância no dia-a-dia dos filhos, mas graças a Deus, existe esta data para que nós, façamos com que esses heróis lembrem do seu verdadeiro valor em nossas vidas. Agradecemos profundamente a Deus pela sua existência, pai! 



quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Dia Nacional da Saúde

Dia 05 de agosto, comemora-se o dia nacional da Saúde. Dia de ouvir as recomendações que os profissionais desta área nos falam e colocá-las em prática durante toda a nossa vida. Mas, não podemos esquecer que dentro da nossa cultura existiram pessoas importantes, porém anônimas, que fizeram seu papel importante na área da saúde, auxiliando em meio às guerras, em suas casas e comunidades, aplicando seu conhecimento para sarar os feridos e doentes. Com isso, existe hoje a nossa Medicina Campeira, onde encontramos ervas, plantas, arbustos, raízes, entre outras, utilizadas para diversos fins que contribuem para o bem estar. A medicina caseira era forte no estado, devido o primeiro hospital ter surgido no ano de 1803, em Porto Alegre, chamado inicialmente de Hospital da Caridade de Porto Alegre, hoje chamado de Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Vejamos então:
CHIMARRÃO: possui propriedades nutritivas e medicinais, como por exemplo, vitaminas do complexo B, vitamina C e vitamina D, além de outras. Ele auxilia na digestão e produz efeitos antirreumático, diurético, estimulante e laxante. Não é indicado para pessoas que sofrem de insônia e nervosismo, pois é estimulante natural.
MARCELA OU MACELA: adstringente, amarga, anódina, antiálgica, antiasmática, antibactericida, antidiabética, antidiarréica, antiedematogênica externa e interna, antiepiléptica, antiespasmódica, antiflogística, anti-helmíntica, anti-herpética, anti-infecciosa, antiinflamatório, anti-séptica, antiviral, antitumoral, aperiente, bactericida, carminativa, calmante para problemas digestivos, colagoga, colinolítica, miorrelaxante, digestiva, estomáquica, emenagoga, estomáquica, eupéptica, febrífuga, estimulante da circulação capilar, hipocolesterolêmica, imunoestimulante, miorrelaxante, protetor solar, sedativa, sudorífera e tônica.
ERVA-DOCE: Calmante, antiespasmódica, digestivo e contra gases.
GUACO: Tosse, gripe, cicatrizante, calmante em geral. Obs.: Em altas doses pode causar taquicardia, vômito e diarreia. É desaconselhável para crianças com menos de um ano e mulheres em seus períodos menstruais.
ALECRIM: toma-se o chá das folhas para clorose (anemia que ataca mulheres jovens), inapetência, histeria, nervosismo, indigestão, tosses, bronquites e asma. Provoca suor, é depurativo do sangue, tônico para o coração e antirreumático, é usado também para banhos de pele e do cabelo e para caspa. 
ALFAZEMA: Bronquite, asma, afecções do fígado e baço, nervosismo, regulador da menstruação. Obs. em altas doses pode ser depressiva, causando sonolência. Não deve ser usado por quem tem úlcera.
CAMOMILA: Digestivo, tônico estomacal, inapetência, cólicas. Obs.: Grávidas e em lactação devem evitar o uso. 
CARQUEJA: o chá das raízes é diurético, indicado para combater azias, males do fígado, sinusites, doenças da pele e venéreas.
LOSNA: Vermífugo, menstruação difícil, cólicas menstruais, fortalece o estômago, fígado e rins. Além destas citadas acima, existem muitas outras ervas, plantas, raízes por todo o Rio Grande do Sul, usadas para fins medicinais caseiros. Além disso, recomendamos a todos os jovens, que tomem cuidado com todos os tipos de drogas lícitas e ilícitas e alimentos que fazem mal ao nosso corpo. Então, que procurem fazer exercícios físicos, ter uma alimentação saudável e fazer coisas que fazem bem a suas mentes. Um grande abraço do Departamento Jovem da 25ª RT!








Dia do Padre

Na Data de hoje (04/08) comemora-se o Dia dos Padres, precisamos aproveitar a ocasião da data e nos recordar sobre o esforço dos padres Jesuítas em difundir o Cristianismo em nosso Estado. Os jesuítas eram padres da ordem religiosa da Companhia de Jesus, que foi fundada por Ignácio de Loyola em 134, com o objetivo de propagar a fé católica a partir da evangelização, difundir a cultura e generalizar o ensino em decorrência do fenômeno urbano. Em suma, os jesuítas vieram para a América para catequizar os índios. Nas reduções do Guairá destaca-se o trabalho dos padres José Cataldino e Simão Masseta, como pioneiros, Martim Urtasum, Cristóbal de Mendoza, Francisco de Diaz Taño e Antonio Ruiz de Montoya como difusores da obra reducional. Montoya constitui-se no grande defensor dos índios missioneiros defendendo-os nas cortes e conduzindo-os para um espaço novo quando dos ataques destrutivos dos bandeirantes. Na obra missioneira do atual Rio Grande do Sul, houve resistência e em 1628 uma sublevação de índios do Carão levou o Pe. Roque, o Pe. Rodrigues e o Pe. Castilhos ao martírio. Muitos jesuítas eram arquitetos como João Batista Primoli e Antonio Grimau. A igreja de São Miguel foi projetada por Primoli. Antonio Forcada, e Juan Antonio de la Ribera, responsáveis pelas obras mais imponentes. Outro nome importante foi o Pe. Antonio Sepp Von Rechegg, fundador de São Miguel em 1697. Os padres eram encarregados também da administração em conjunto com os caciques bem como da educação e evangelização dos índios. Como Missão, entende-se o encargo religioso que foi conferido pelo Rei da Espanha, aos padres jesuítas, como forma de facilitar a conquista dos nativos no acesso às novas terras. Podemos resumir a missão como o trabalho dos padres jesuítas em organizar as Reduções e de conversão dos gentios (trabalho de catequização). A aldeia cristã foi o espaço físico para a implantação da Missão. A aldeia é um projeto pedagógico total.