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Saudações tradicionalista!

O objetivo do nosso blogspot é expandir e dar informações sobre o tradicionalismo para todos aqueles que são jovens de coração e apaixonados pela nossa cultura. Por tanto, gostaríamos que tu, tradicionalista como nós, compartilhasse sua experiência conosco, mandando assuntos diversos sobre nossa cultura para o e-mail do departamento, que segue logo abaixo, e assim compartilhar pelo rio grande à fora. Grande abraço!

departamentojovem25rt@gmail.com

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cristiano Quevedo - Gaúcho de Coração

"Sou gaúcho de rédeas na mão,
Sou gaúcho ponteando um violão.
Neste mundo de deus,
Sempre fiel ao meu chão.
Sou gaúcho de laço e canção,
Sou gaúcho peleia e paixão.
Neste mundo que é meu,
Gaúcho é meu coração."

domingo, 30 de outubro de 2011

Tchêncontro - Canguçu 2011

Nesse final de semana o Departamento Jovem, junto com o Prendado e do Departamento Cultural, participou do XXI Tchêncontro Estadual da Juventude Gaúcha, no Centro de Eventos Conrado Ernani Bento, em Canguçu.
O evento serviu para os jovens resgatarem os festivais de música e poesias!
Vimos apresentações fantásticas.
A nossa região fez um resgate sobre o Festival Primavera da Canção, festival que ocorreu entre 1986 a 1988.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Horizontes - Eliane Geissler


Horizontes - Eliane Geissler





Há muito tempo que ando
Nas ruas de um porto não muito alegre
E que no entanto
Me traz encantos
E um pôr-de-sol lhe traduz em versos
De seguir livre muitos caminhos
Arando terras, provando vinhos
De ter idéias de liberdade
De ver amor em todas idades
Nasci chorando, moinhos de vento
Subir no bonde, descer correndo
A boa funda de goiabeira
Jogar bulita, pular fogueira
Sessenta e quatro, sessenta e seis, sessenta e oito um mau tempo talvez
Anos setenta não deu pra ti
E nos oitenta não vou me perder por ai
não vou me perder por ai
não vou me perder por ai
não vou me perder por ai

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

André Teixeira - De Quem se Achega




CONVITE - 2º Encontro de Arte Declamatória

Palestrantes fazendo lançamento:   Jurema Chaves, duas obras, sendo uma infantil.

                                                                            José Luiz Rodrigues da Silva, uma obra.
                 Palestrando sobre Conto de Causos:  Claudino Picolotto.
                 Declamações: 1- Fabiano R. da Silva,
                                        2- Gustavo dos Santos, 
                                        3- Aderliane Prestes
                 Amadrinhador: Gustavo Perochin
     

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CONVITE - 2º Encontro da Arte Declamatória



       2º Encontro da Arte Declamatória
                              - Local:   Auditório da Feira do Livro de Caxias do Sul
                              - Dia:  16 de Outubro
                              - Horįrio:  10:00 hs
             *Palestrantes:  Jurema Chaves  e  José Luiz Rodrigues
               Aguardamos a sua presenēa e traga um amigo.
 
            Ass. Querência da Poesia Xucra

terça-feira, 4 de outubro de 2011

EMENTÁRIO DA ALMA - Henrique Fernandes


EMENTÁRIO DA ALMA
AUTOR : Henrique Fernandes
DECLAMADOR: Henrique Fernandes
AMADRINHADOR: Gabriel Lucas dos Santos (Selvagem)
1º Lugar na Sesmaria da Poesia Gaúcha - 16ª Quadra - Setembro de 2011

Morri antes de mim...
...sucumbido neste tempo de vaidades e ganâncias...
Morremos eu e a estância... galpão, mangueira e palanque.
-arquitetura entalhada nos relicários da alma-...
Restos mortais de um tempo, que o próprio tempo apagou...
Morri bem antes de mim... emoldurando a memória
na cicatriz empedrada que a taipa de pedra moura
ostenta a própria raiz...

Assim fora o meu tempo...
Edificado no espaço, de uma linha imaginária
que delimita o que sou. Talvez um vulto de outrora
tentando encontrar o hoje, pois o ontem... já passou...
Perdi a conta dos anos entre os nós de uma taquara
que como eu, tapejara... envelheceu e secou...

E no umbral dos pensamentos,
me encontro “lejo”de mim ...
...”alpargatiando” a existência no ermo dos corredores
como quem busca os valores extraviados nos confins...
...valias que o sentimento guardara como um tesouro
pois nem as cifras do ouro pode compra-las assim...

O valor de um bem querer...
...a riqueza da humildade...
o abraço sem maldade, o sorriso sem desprezo...
A compaixão a um igual, que por azar ou destino
perdera o rumo e o tino trocando o bem pelo mal...
...o valor de perdoar e estender a mão amiga...
...de acalantar uma dor, com o balsamo do amor
para a cura das feridas...

Há...! Paisano...
...será preciso morrer para entender este mundo?
pois em menos de um segundo a terra treme de raiva e
leva pra junto dela lotes e lotes de gente...
... será que a dor inclemente paga o erro de uma culpa
“reincenando” o calvário condenando um inocente?
Seria lindo Paisano...!
Bater tição de espinilho reavivando as brasas d’alma,
pra fogonear madrugadas, sorvendo a seiva de um verso...
...pitar a calma das horas, reascendendo a memória
do meu pequeno universo...um mundo de simplicidade,
que o bem maior é a amizade no mais puro sentimento...
...um mundo de fantasia, que a realidade é a poesia
escrita com mãos de vento!

Sim... morri antes de mim...
Resignando lamentos pelos tentos ressequidos
que de a cavalo remendo bem na ilhapa da saudade...
... e enrodilho recuerdos ungidos de tempo antigo
que vieram morar comigo nos campos da eternidade...

Fidalgo tempo de antanho, que carreteando o passado
nos engarupa o legado de uma vida que cruzou...
...em memorial as distâncias que a trote largo trilhei,
pois junto a estância findei e voltei ser o que sou...
Ruínas de pedra e barro, e madeiras carcomidas,
que guardam mais que uma história...
são restos mortais de glória
das xucras batalhas da lida!
E como eu... um buçal sem gargantilha de cabrestilho atorado...

as esporas sem rosetas de aço enferrujado...
...bacheiro de lã trançado que ainda guarda o cheiro de algum lombo suado.
...as comitivas de agosto e as rondas em lua cheia,
rodas de mate e causo, num cenário mobralesco
de um galpão de estância véia.
-morreu o tempo das flores colhidas nas primaveras,
sacrificando seu ciclo de sementar florações
para ofertar corações pelo amor de uma donzela...
-morreu o tempo da esquila no matraquear das tesouras...
que afinavam seu canto na pauta crua dos velos,pelo nascer das auroras...
-morreu a voz do ponteiro chamando a tropa na estrada,
tropelias, clarinadas, changas de doma e alambrado.
...calou a voz do cincerro, junto ao rangido do basto,
que se apagaram no rastro dos cascos e das esporas...
-morreu o tempo do vento, que mesmo livre e sem dono
sopra ares de abandono salmodiado em desalento.

Busco razão e apego,
neste erudito terrunho que o campo por singular,
nos da razão pra sonhar e cantar a própria terra...
tatear a face da alma, no espelho das aguadas
de uma cacimba empedrada que guarda a paz das taperas...
São linhas de um testamento que o baú dos pensamentos
esqueceu aprisionado nos porões da minha infância...
...e assim neste ementário, reescrevo meu inventário
do que me resta de herança...deixo o pago e as planuras,
sesmarias de ternura pra o pastejo da esperança...



Fonte: http://www.sesmaria.org.br/

segunda-feira, 3 de outubro de 2011