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Saudações tradicionalista!

O objetivo do nosso blogspot é expandir e dar informações sobre o tradicionalismo para todos aqueles que são jovens de coração e apaixonados pela nossa cultura. Por tanto, gostaríamos que tu, tradicionalista como nós, compartilhasse sua experiência conosco, mandando assuntos diversos sobre nossa cultura para o e-mail do departamento, que segue logo abaixo, e assim compartilhar pelo rio grande à fora. Grande abraço!

departamentojovem25rt@gmail.com

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CONVITE - Palestra com Robalo

                 Natal Gaúcho
             
              - Palestrante: Robalo
              - Local: Casa do Gaúcho
              - Dia: 08/11 - terça-feira
              - Horário: 20:00 H
  Realização: 25ª  Região Tradicionalista

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cristiano Quevedo - Gaúcho de Coração

"Sou gaúcho de rédeas na mão,
Sou gaúcho ponteando um violão.
Neste mundo de deus,
Sempre fiel ao meu chão.
Sou gaúcho de laço e canção,
Sou gaúcho peleia e paixão.
Neste mundo que é meu,
Gaúcho é meu coração."

domingo, 30 de outubro de 2011

Tchêncontro - Canguçu 2011

Nesse final de semana o Departamento Jovem, junto com o Prendado e do Departamento Cultural, participou do XXI Tchêncontro Estadual da Juventude Gaúcha, no Centro de Eventos Conrado Ernani Bento, em Canguçu.
O evento serviu para os jovens resgatarem os festivais de música e poesias!
Vimos apresentações fantásticas.
A nossa região fez um resgate sobre o Festival Primavera da Canção, festival que ocorreu entre 1986 a 1988.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Horizontes - Eliane Geissler


Horizontes - Eliane Geissler





Há muito tempo que ando
Nas ruas de um porto não muito alegre
E que no entanto
Me traz encantos
E um pôr-de-sol lhe traduz em versos
De seguir livre muitos caminhos
Arando terras, provando vinhos
De ter idéias de liberdade
De ver amor em todas idades
Nasci chorando, moinhos de vento
Subir no bonde, descer correndo
A boa funda de goiabeira
Jogar bulita, pular fogueira
Sessenta e quatro, sessenta e seis, sessenta e oito um mau tempo talvez
Anos setenta não deu pra ti
E nos oitenta não vou me perder por ai
não vou me perder por ai
não vou me perder por ai
não vou me perder por ai

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

André Teixeira - De Quem se Achega




CONVITE - 2º Encontro de Arte Declamatória

Palestrantes fazendo lançamento:   Jurema Chaves, duas obras, sendo uma infantil.

                                                                            José Luiz Rodrigues da Silva, uma obra.
                 Palestrando sobre Conto de Causos:  Claudino Picolotto.
                 Declamações: 1- Fabiano R. da Silva,
                                        2- Gustavo dos Santos, 
                                        3- Aderliane Prestes
                 Amadrinhador: Gustavo Perochin
     

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CONVITE - 2º Encontro da Arte Declamatória



       2º Encontro da Arte Declamatória
                              - Local:   Auditório da Feira do Livro de Caxias do Sul
                              - Dia:  16 de Outubro
                              - Horįrio:  10:00 hs
             *Palestrantes:  Jurema Chaves  e  José Luiz Rodrigues
               Aguardamos a sua presenēa e traga um amigo.
 
            Ass. Querência da Poesia Xucra

terça-feira, 4 de outubro de 2011

EMENTÁRIO DA ALMA - Henrique Fernandes


EMENTÁRIO DA ALMA
AUTOR : Henrique Fernandes
DECLAMADOR: Henrique Fernandes
AMADRINHADOR: Gabriel Lucas dos Santos (Selvagem)
1º Lugar na Sesmaria da Poesia Gaúcha - 16ª Quadra - Setembro de 2011

Morri antes de mim...
...sucumbido neste tempo de vaidades e ganâncias...
Morremos eu e a estância... galpão, mangueira e palanque.
-arquitetura entalhada nos relicários da alma-...
Restos mortais de um tempo, que o próprio tempo apagou...
Morri bem antes de mim... emoldurando a memória
na cicatriz empedrada que a taipa de pedra moura
ostenta a própria raiz...

Assim fora o meu tempo...
Edificado no espaço, de uma linha imaginária
que delimita o que sou. Talvez um vulto de outrora
tentando encontrar o hoje, pois o ontem... já passou...
Perdi a conta dos anos entre os nós de uma taquara
que como eu, tapejara... envelheceu e secou...

E no umbral dos pensamentos,
me encontro “lejo”de mim ...
...”alpargatiando” a existência no ermo dos corredores
como quem busca os valores extraviados nos confins...
...valias que o sentimento guardara como um tesouro
pois nem as cifras do ouro pode compra-las assim...

O valor de um bem querer...
...a riqueza da humildade...
o abraço sem maldade, o sorriso sem desprezo...
A compaixão a um igual, que por azar ou destino
perdera o rumo e o tino trocando o bem pelo mal...
...o valor de perdoar e estender a mão amiga...
...de acalantar uma dor, com o balsamo do amor
para a cura das feridas...

Há...! Paisano...
...será preciso morrer para entender este mundo?
pois em menos de um segundo a terra treme de raiva e
leva pra junto dela lotes e lotes de gente...
... será que a dor inclemente paga o erro de uma culpa
“reincenando” o calvário condenando um inocente?
Seria lindo Paisano...!
Bater tição de espinilho reavivando as brasas d’alma,
pra fogonear madrugadas, sorvendo a seiva de um verso...
...pitar a calma das horas, reascendendo a memória
do meu pequeno universo...um mundo de simplicidade,
que o bem maior é a amizade no mais puro sentimento...
...um mundo de fantasia, que a realidade é a poesia
escrita com mãos de vento!

Sim... morri antes de mim...
Resignando lamentos pelos tentos ressequidos
que de a cavalo remendo bem na ilhapa da saudade...
... e enrodilho recuerdos ungidos de tempo antigo
que vieram morar comigo nos campos da eternidade...

Fidalgo tempo de antanho, que carreteando o passado
nos engarupa o legado de uma vida que cruzou...
...em memorial as distâncias que a trote largo trilhei,
pois junto a estância findei e voltei ser o que sou...
Ruínas de pedra e barro, e madeiras carcomidas,
que guardam mais que uma história...
são restos mortais de glória
das xucras batalhas da lida!
E como eu... um buçal sem gargantilha de cabrestilho atorado...

as esporas sem rosetas de aço enferrujado...
...bacheiro de lã trançado que ainda guarda o cheiro de algum lombo suado.
...as comitivas de agosto e as rondas em lua cheia,
rodas de mate e causo, num cenário mobralesco
de um galpão de estância véia.
-morreu o tempo das flores colhidas nas primaveras,
sacrificando seu ciclo de sementar florações
para ofertar corações pelo amor de uma donzela...
-morreu o tempo da esquila no matraquear das tesouras...
que afinavam seu canto na pauta crua dos velos,pelo nascer das auroras...
-morreu a voz do ponteiro chamando a tropa na estrada,
tropelias, clarinadas, changas de doma e alambrado.
...calou a voz do cincerro, junto ao rangido do basto,
que se apagaram no rastro dos cascos e das esporas...
-morreu o tempo do vento, que mesmo livre e sem dono
sopra ares de abandono salmodiado em desalento.

Busco razão e apego,
neste erudito terrunho que o campo por singular,
nos da razão pra sonhar e cantar a própria terra...
tatear a face da alma, no espelho das aguadas
de uma cacimba empedrada que guarda a paz das taperas...
São linhas de um testamento que o baú dos pensamentos
esqueceu aprisionado nos porões da minha infância...
...e assim neste ementário, reescrevo meu inventário
do que me resta de herança...deixo o pago e as planuras,
sesmarias de ternura pra o pastejo da esperança...



Fonte: http://www.sesmaria.org.br/

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Boa Sorte!!


Queridos Jovens!


Sabemos como são difíceis esses dias que antecedem as classificatórias do ENART, mas saibam que estamos orgulhosos em saber que há jovens determinados a preservar e difundir as tradições do nosso pago!

Gracias pela Coragem!

Boa Sorte a todos!!


terça-feira, 27 de setembro de 2011

O PAGO EM CHAMAS - Luis Lopes de Souza


O PAGO EM CHAMAS

No fim do inverno o meu Pago
sempre se veste de luto...

Meu Deus do céu e dos campos
que só em agosto é lembrado,
se o fogo for tua ira
perdoai os meus pecados.

Não... Não é “Sodoma” ou “Gomorra”
pra arder na ira Divina,
a mão que o fogo ateia
é ignorante e malina.

Timbram ecos de socorro
entre tições e queixumes,
se extinguindo nos acesos
do primitivo costume...
E o rubro carbonizante
se precipita alo largo!!

Talvez seja, a alma de Nero
com seu diabólico fado,
que vem empunhando a tocha
queimar os campos do Pago!
Ou talvez, um servo de Dante
campeando por este chão
alguma alma gaudéria
fugindo da maldição...

O Gado num trote arisco
rumbeia pra outra banda,
buscando a várzea sem brasas
do outro lado da sanga...
E um sinuoso de chamas
avança voraz e rude
forjando réstias macabras
no espelho turvo do açude...

No estalo do macegal
há tropilhas em tropel
numa fuga alucinada
pra longe do fogaréu!
Até mesmo o quero quero
com seu porte de gigante
num bárbaro desespero
Enfim se faz retirante!
Um rumorejo silvestre
se propaga com lamúria
urgindo um último eco
por entre chamas em fúria!
E até os bravos terrunhos
mitificados na guerra
queimam qual bruxos pagãos
mesmo debaixo da terra...

Coxilhas são engolidas
pelas brumas fumarentas
e uma legião de fantasmas
faz ronda no céu da pampa!

Labaredas sarandeiam
no redemunho do vento
como orgia de demônios
em franco acasalamento!
Boi-tatás fazem duelos
botando chispas em jogo
e o satã cospe centelhas
zombando do próprio fogo!

Sim...
É o Pago ardendo em chamas!
É o campo outra vez queimando!
Nos ares pairam soluços
da natureza chorando!

Aos poucos o breu se agranda
no matiz negro do pago...
do verde restou apenas
um olhar triste e vago...

Meu Deus do céu e dos campos
que só em agosto é lembrado,
se o fogo for tua ira
perdoai os meus pecados!!

Verdade...
No fim do inverno o meu Pago
sempre se veste de luto...
Porém, a mãe natureza
progenitora do bem,
das cinzas remanescentes
fará brotar mil sementes
com a força persistente
que só ele mesmo tem!
... o Nero só voltará
no fim do inverno que vem!!

*Sodoma e Gomorra:
Segundo o antigo testamento foram cidades destruídas pela ira de Deus através do fogo, do enxofre e outros elementos.


Cidade: Passo Fundo
Autor: Luis Lopes de Souza
Intérprete: Paulo Ricardo dos Santos
Amadrinhador: Natalício Cavalheiro

Fonte: http://querenciadapoesia.blogspot.com/


Momento Musiqueiro... No Rastro da Gadaria - Jairo Lambari Fernandes

No Rastro da Gadaria
"De vez em quando um sapucay chamando a ponta
E um índio touro abre o peito e atropela
Um cusco baio se revolta e garroneia
O boi coiceia e, dando volta, se entrevera
Tranqueia o gado farejando um aguaceiro
Que vem se armando lá prás banda oriental
Abrem-se ponchos na culatra e lá na ponta
E o vento afronta mareteando o pastiçal"

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Fotos do Dia do Jovem Tradicionalista!


























Dia do Jovem Tradicionalista!

No dia 05 de Setembro desse ano, realizamos o primeiro evento do Departamento Jovem, o Dia do Jovem Tradicionalista!


Para valorizar e incentivar a participação dos Jovens no Movimento Tradicionalista Gaúcho, no ano 1991, durante o 36º Congresso Tradicionalista Gaúcho, no CTG Julio de Castilhos, na cidade de mesmo nome, foi oficializado o Dia do Jovem Tradicionalista, esse que é comemorado anualmente no dia 05 de Setembro.


A data foi escolhida por uma razão histórica: Porto Alegre decidiu erguer um Panteon para abrigar os gloriosos despojos dos heróis farroupilhas. Os restos de Bento Gonçalves já estavam honrosamente guardados na base do monumento erguido na cidade de Rio Grande, mas David Canabarro estava quase esquecido em Santana do Livramento. Em Porto Alegre, um moço do colégio Julio de Castilhos, filho de Livramento, procurou a Liga de Defesa Nacional e se ofereceu para organizar um piquete gauchesco para dar escolta a cavalo ao féretro de David Canabarro, que vinha para inaugurar o anunciado Panteon. Recebida a autorização, João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes (alto, esguio, dinâmico, a perfeita imagem do gaúcho campeiro) saiu por Porto Alegre a catar companheiros para a aventura, arreios e cavalos. 
Assim, no dia 5 de setembro de 1947, ele montou garbosamente com mais sete companheiros, arrancando aplausos da multidão ao longo da avenida Farrapos, até a Praça da Alfândega, onde o desfile fez uma parada estratégica. Eles ficariam na história como os Oito Magníficos, os verdadeiros iniciadores do Movimento Tradicionalista. 
Sendo assim, o Dia do Jovem Tradicionalista remonta à década 50, essencialmente pela iniciativa de jovens como Paixão Côrtes e João Carlos D’Ávila, entre outros.

Departamento Jovem!

Oi Pessoal! Somos o Departamento Jovem da 25ª Região Tradicionalista!
Da esquerda para a direita: Elton Velho (vice-diretor), Adrieli A. Pereira (diretora), Kariane Lopez (1ª secretária) e Cristhian Silva (2º secretário)!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bem-Vindos!

VAMOS TER ATITUDE


O objetivo da criação do CTG, em primeiro lugar, foi à preocupação de preservar e resgatar a nossa cultura, com os usos e costumes dos que aqui antecederam o nosso Estado. Muitos enxergavam apenas um galpão, mas, os tradicionalistas com seus valores nativistas, uma Sociedade. Então essa sociedade, incentivava os adeptos nas mais variadas formas de preservar a multiplicação da sociedade gaúcha.
Naqueles tempos dentro do CTG, os associados tinham acesso ao palco para se apresentar, num almoço ou jantar, o apresentador anunciava as “Pratas da Casa”, e assim, estimulavam aos demais a participarem, assim como: pesquisando a nossa história, tocando um instrumento, cantando, contando causos, etc...
Os individuais para o CTG são de fundamental importância, pois a Patronagem deveria dar uma maior atenção no seu quadro Social, porque terá sempre retorno, pois um individual levará os pais, padrinhos e amigos para assisti-lo.
- Se perguntem, porque precisamos pagar um grupo vocal, se dentro do próprio CTG,  tem associados ávidos em participar e contribuir com sua Sociedade.
Está faltando preocupação em dar continuidade na Renovação com os individuais, ativar o Departamento Cultural, tendo em prioridade em resgatar, e, de ter mais do que três (03) prendas, pra concorrerem ao prendado do seu CTG, estimular aqueles que não conhecem o potencial que tem, criando oportunidade das suas “Pratas da Casa”. Como dizia o cantor e trovador Gildo de Freitas, “Minha Sociedade é o meu CTG”...
Onde estão os trovadores, contadores de causos, gaiteiros, cantores, violonistas, declamadores, os jogos da tava, do truco e o artesanato?

Estamos em débito com a nossa cultura, não estamos?

Naqueles tempos, eles concretizaram, o resgate que cultuamos, e que hoje, esta tão difícil manter a sua conservação... Vamos abraçar este desafio, já que somos herdeiros tradicionalistas desse pago aguerrido, temos orgulho dos que mantiveram a tradição, então, pergunte-se:    
                           
 como queremos ser lembrados, à nova geração?...”

Alberto Sales
Diretor Cultural da 25ª RT